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terça-feira, 25 de julho de 2017

Figuras de Linguagem mais recorrentes no ENEM

Olá, pessoal!!

Encontrei este material super interessante no site Estratégia Concurso .

Quem aí está na preparação para o ENEM? Sabia que um assunto bastante recorrente na prova de Linguagens, códigos e suas tecnologias é o estudo das figuras de linguagem? Sim! O sentido figurado vem com tudo no ENEM! Quer saber um pouco mais sobre isso? Cola comigo!

Também chamadas de figuras de estilo, as figuras de linguagem são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve, para imprimir mais força, colorido, intensidade e beleza à expressão! O estudo das figuras de linguagem faz parte da estilística.

Professora, quais são as figuras de linguagem que mais são cobradas no ENEM?

São muitos os usos figurativos que podemos fazer da linguagem, mas sabemos que algumas figuras aparecem mais, são elas: metáfora, comparação, metonímia, sinestesia, eufemismo, personificação, silepse, pleonasmo, hipérbole, paradoxo e ironia!
Vejamos um pouquinho sobre cada uma delas para relembrar:

 
Metáfora
É a substituição de um termo por outro baseada numa relação de analogia (que significa semelhança de sentido entre dois termos).
Exemplo: O jogo já vai começar. Já estão todos no grande tapete verde, só aguardando o apito do juiz. (Estão todos no campo).
Outro exemplo:
Ele é um leão! (quer dizer que ele é bravo, feroz, forte…)
Veja a representação da metáfora entre homem e leão:
A intercessão representa as características comuns a ambos.

Comparação
É aproximação de dois termos entre os quais existe alguma relação de semelhança.
Exemplo: Amou como se fosse máquina.
ATENÇÃO!!! Não confunda comparação com metáfora! Ambas são parecidas, mas na comparação há a presença de um elemento comparativo. Vejamos os exemplos:
Meu pai é forte como um touro. Aguentou carregar um armário sozinho. (comparação)
Meu pai é um touro. Aguentou carregar um armário sozinho. (metáfora)

Metonímia
Acontece quando se emprega um termo no lugar de outro, sendo que entre ambos há estreita afinidade ou relação de sentido.
Exemplo: Sei que ela adora Fernando Pessoa. (Adora o que Fernando Pessoa escreveu.)
Esse tipo de metonímia é chamada de “autor pela obra”. Existem outros tipo, veja, por exemplo:
Parte pelo todo: preciso de um teto para morar. (Só um teto?? Não… a casa toda).
Lugar pelo produto feito no lugar: para comemorar compramos um Porto. (Porto = lugar onde é produzido o vinho).
Continente pelo conteúdo: bebeu o cálice todo. (na verdade, bebeu o líquido que estava dentro do cálice).
Confira nossos cursos para o ENEM: LINK

Sinestesia
Ocorre quando, numa enunciação, há uma mescla de diferentes sensações que são percebidas pelos órgão de sentido.
Exemplo: Gosto quando mamãe canta. Ela tem uma voz macia e doce. (sentidos: voz = audição; macia = tato; doce = paladar)

Eufemismo
É a utilização de expressões mais leves para suavizar o impacto de enunciados tristes ou desagradáveis.
Exemplo: Vovó virou estrelinha, filho, e agora está lá no céu!

Personificação
Também conhecida como prosopopeia, acontece quando se atribui a seres inanimados qualidades ou sentimentos próprios de seres humanos.
Exemplo: O Sol amanheceu triste e escondido hoje. Acho que vai esfriar!

Silepse
É uma figura de construção que ocorre quando se faz concordância com um termo oculto na oração, mas que é facilmente subentendido. A concordância é feita com a ideia que esse termo representa.
Exemplo: “Dizem que os cariocas somos poucos dados aos jardins públicos.” (Machado de Assis) (termo oculto = nós)

Pleonasmo
É usado para intensificar o significado de um termo através da repetição dele próprio ou da ideia contida nele.
Exemplo: “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.” (Fernando Pessoa)
O mar e sempre salgado, certo!

Ironia
Ocorre quando se diz o contrário do que se tem intenção de dizer para satirizar, criticar, questionar certo tipo de pensamento ou para ridicularizá-lo.
Exemplo: Aquele menino dela é um santo. Só derrubou minha coleção de discos de vinil três vezes.

Hipérbole
Consiste no exagero de uma ideia com a intenção de engrandecer ou diminuir a verdade dos fatos.
Exemplo: Já disse isso a você um milhão de vezes!

Paradoxo
Consiste em empregar palavras que, ainda opostas quanto ao sentido, se fundem num mesmo enunciado, resultando numa proposição aparentemente absurda, já que desafia, muitas vezes, a opinião compartilhada pela maioria.
Exemplo:
“A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo”.
(Carlos Drummond de Andrade)
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Antítese
É a aproximação, na linguagem escrita ou falada, de termos ou expressões que têm sentidos opostos.
Exemplo: Um misto de alegria e tristeza tomou conta de Jonas quando pisou novamente na rua onde havia passado sua infância.
ATENÇÃO!!! Não confunda antítese e paradoxo. Veja os exemplos:
verdade e a mentira fazem parte do dia a dia. (A antítese é marcada por palavras naturalmente opostas)
Os mesmo braços que serviram de abrigo hoje transmitem solidão. (O paradoxo é marcado por ideias opostas)

Professora, se eu tiver pouco tempo, em qual dessas eu devo focar?

Meus queridos, especialmente em METÁFORA! Todo ano o ENEM traz pelo menos uma questão que envolva essa famosa figura de linguagem, querem ver como?

ENEM 2014
Os meios de comunicação podem contribuir para a resolução de problemas sociais, entre os quais o da violência sexual infantil. Nesse sentido, a propaganda usa a metáfora do pesadelo para
(A) informar crianças vítimas de violência sexual sobre os perigos dessa prática, contribuindo para erradicá-la.
(B) denunciar ocorrências de abuso sexual contra meninas, com o objetivo de colocar criminosos na cadeia.
(C) dar a devida dimensão do que é abuso sexual para uma criança, enfatizando a importância da denúncia.
(D) destacar que a violência sexual infantil predomina durante a noite, o que requer maior cuidado dos responsáveis nesse período.
(E) chamar a atenção para o fato de o abuso infantil durante o sono, sendo confundido por algumas crianças com um pesadelo.

Comentário: Vejam que interessante, o candidato deve estar atento para o fato de que a questão não cobrou apenas o conhecimento de conteúdos escolares, mas também sua atenção sobre um tema social relevante.
O recurso expressivo utilizado é apresentado logo no enunciado: metáfora. A figura de linguagem mais presente no ENEM. Percebemos a linguagem figurada no plano verbal (“…pesadelo chega antes do sono”) e no plano não-verbal (figura do monstro usado como ilustração). A metáfora fica por conta de aproximar comparativamente a violência sofrida pelas crianças ao monstro que causa medo e temor, a violência é o monstro das crianças.

GABARITO: C

ENEM 2011
O argumento presente na charge consiste em uma metáfora relativa à teoria evolucionista e ao desenvolvimento tecnológico. Considerando o contexto apresentado, verifica-se que o impacto tecnológico pode ocasionar:

a) o surgimento de um homem dependente de um novo modelo tecnológico.
b) a mudança do homem em razão dos novos inventos que destroem sua realidade.
c) a problemática social de grande exclusão digital a partir da interferência da máquina.
d) a invenção de equipamentos que dificultam o trabalho do homem, em sua esfera social.
e) o retrocesso do desenvolvimento do homem em face da criação de ferramentas como lança, máquina e computador.

Comentário: observem que existe uma metáfora sugerida na charge, uma intercessão entre o homem primata e o homem atual apresentada pela posição curvada em que se aparecem na figura. A postura final do homem ocorre pelo uso do computador, ou seja, o impacto do desenvolvimento tecnológico ocasiona a dependência (ou a adaptação) do ser à máquina.
GABARITO: A



quarta-feira, 25 de março de 2015

Língua Portuguesa: o que cai no ENEM?


Encontrei um material muito bom no site Conversa de Português (site aqui)


 
O  Exame  Nacional do Ensino  Médio acontecerá  nos  dias  8 e 9 de  novembro; faltam, portanto, poucos  meses! O período de  inscrições  terminou e agora  o candidato  precisa  se preocupar com algo fundamental para o seu sucesso no Exame: o  que estudar  para  cada  disciplina! Quais  são as competências e  habilidades exigida  na prova de  Linguagens  e Códigos? Quais são  os  pontos  mais  recorrentes nas   questões de  Língua  Portuguesa e  Literatura  Brasileira?
Em  junho de  2012,  publicamos  aqui as  competências e  habilidades referentes ao  que  se  espera do candidato durante  a  prova de  Linguagens, Códigos e  suas  Tecnologias (grande área da disciplina Língua Portuguesa, de acordo com o  previsto na Lei de  Diretrizes e Bases da  Educação Nacional).  Veja  algumas delas:
Competência de área 5 – Analisar, interpretar e aplicar recursos expressivos das linguagens, relacionando textos com seus contextos, mediante a natureza, função, organização, estrutura das manifestações, de acordo com as condições de produção e recepção.
Competência de área 8 – Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e integradora da organização do mundo e da própria identidade.
De acordo com  uma  matéria  publicada pelo  site  Universia em  16 de  abril de  2012, os assuntos  que  mais aparecem  na prova de  Língua Portuguesa são: interpretação de texto,  Modernismo,  Gramática, Variação linguística e  Funções da linguagem.  Nós conferimos as várias  provas do ENEM! Veja  abaixo nossa  análise  sobre a recorrência desses  pontos e a resolução de  uma questão  relativa a cada um deles.

Interpretação de texto 

Ao contrário do que muita  gente pensa,  interpretar um texto   não tem   nada a  ver com opinar sobre o texto  ou – o  que  é  pior –adivinhar o  que  o  autor quis dizer!  Uma  boa leitura  interpretativa está relacionada ao  que, de fato, está expresso no texto   e ao contexto de  sua produção. Devemos  pensar sobre  os  seguintes aspectos:
  • Contexto histórico-literário. Considere a  escola   literária (Se  o texto dado  for literário,  obviamente!).
  • Gêneros  textuais e  modalidades  discursivas. Cada  Gênero textual tem a  sua estrutura e  perceber  isso  influencia a leitura e o entendimento do texto.
  • Vocabulário utilizado. Aqui cabe  observar se o texto é predominantemente denotativo ou  conotativo; isto é, a escrita é objetiva ou  predominam  expressões  que remetem  a  diversos  significados?

(ENEM  2013)
Texto I
Andaram  na  praia,  quando saímos, oito  ou dez deles; e daí a  pouco,  começaram a vir mais. E parece-me que viriam, este dia,  à  praia, quatrocentos ou  quatrocentos e  cinquenta. Alguns deles traziam arcos e flechas, que  todos   trocaram por carapuças ou  por  qualquer coisa que lhes davam. […] Andavam todos tão  bem-dispostos, tão  bem feitos e galantes com  suas tinturas que muito agradavam.
(CASTRO, s.  A carta de Pero Vaz de  Caminha. São Paulo:  L&PM, 1996. (fragmento))
Texto  II



(PORTINARI. Descobrimento do Brasil.  1956. Óleo sobre tela. 199X169 cm.
Pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro, a  carta de  Pero Vaz de Caminha e  a obra de Portinari retratam a chegada dos portugueses ao Brasil. Da leitura dos  textos, constata-se que
(A) a carta de Pero Vaz de Caminha representa  uma das  primeiras  manifestações artísticas dos  portugueses  em  terras  brasileiras e preocupa-se apenas  com a  estética literária.
(B) a tela de  Portinari  retrata  indígenas  nus com corpos  pintados, cuja  grande satisfação  é a afirmação da arte acadêmica brasileira e a contestação de  uma linguagem  moderna.
(C) a carta,  com testemunho  histórico-político, mostra o  olhar do colonizador sobre a gente da terra, e a pintura destaca, em  primeiro plano a inquietação dos  nativos.
(D) as duas produções, embora  usem linguagem diferentes — verbal e  não verbal—, cumprem  a mesma função social e artística.
(E) a pintura e a carta de Pero  Vaz de  Caminha são manifestações de  grupos  étnicos  diferentes, produzidas  em  um mesmo  momento histórico, retratando a colonização.
Gabarito e comentário: LETRA C.  Esta  é  uma questão interpretativa que  não exige  muito  do candidato. Os  dois textos apresentam  os  pontos de vista do  colonizador e  do  colonizado. O primeiro descreve , em  primeira  pessoa, o  momento do desembarque dos  navegadores portugueses no  litoral brasileiro;  o  segundo  sugere a reação dos  indígenas  ao verem a  aproximação das  naus. Note a  expressão  corporal dos  indivíduos retratados   no  texto II: de   frente  para o  mar e apontando  para os  navios.

Modernismo

De  1998 a  2013, o ENEM  conteve cerca de  30 questões  referentes  a este movimento literário  e  não estamos contando as  outras disciplinas,  que também utilizam textos de autores como Carlos  D. de  Andrade e  João Cabral de Melo Neto.  Por que  a preferência da banca  por esse  período de nossa  literatura?  O  Modernismo surgiu como   um movimento de oposição a escolas   literárias  como  o Romantismo, o  Parnasianismo e o Simbolismo;  portanto, para  seu entendimento,  é  necessário conhecer  seus antecedentes  literários e  observar  características estéticas e  temas propostos. Você  pode conferir as questões de  98 a  2012  neste  link (Será aberta  a  nossa  pasta do OneDrive).
(ENEM 2000)

“Poética”, de Manuel Bandeira, é quase um manifesto do movimento modernista brasileiro de 1922. No poema, o autor elabora críticas e propostas que representam o pensamento estético predominante na época.
Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e
[manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
[cunho vernáculo de um vocábulo
Abaixo os puristas
[…]
Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare
— Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
(BANDEIRA, Manuel. Poesia Completa e Prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1974)
Com base na leitura do poema, podemos afirmar corretamente que o poeta:
(A) critica o lirismo louco do movimento modernista.
(B) critica todo e qualquer lirismo na literatura.
(C) propõe o retorno ao lirismo do movimento clássico.
(D) propõe o retorno ao lirismo do movimento romântico.
(E) propõe a criação de um novo lirismo.
Gabarito e comentário:  LETRA E. O Modernismo  propunha experimentação estética, a exemplo do que fora feito durante as  Vanguardas Europeias. “Lirismo comedido” e “lirismo funcionário  público” remetem à quebra de paradigmas na elaboração do texto poético. 

Gramática

Gramática  é um termo genérico para  fazer  referência  àquilo  que  aparece nos editais como norma culta da língua  portuguesa: fonética,  morfologia, sintaxe e semântica.  Tradicionalmente, o  Exame não privilegia questões  como  classificação de  orações  ou abordagens  semelhantes, mas veja  abaixo o  que  aconteceu na  prova de  2013: 
(ENEM 2013)
Mafalda2013
Nessa  charge,  o recurso morfossintático que  colabora para o efeito de  humor está indicado pelo
(A) emprego de  uma oração adversativa, que  orienta  para a  quebra de  expectativa no final.
(B) uso de  conjunção aditiva, que  cria  uma relação de  causa e efeito entre as  ações.
(C) retomada do substantivo “mãe”, que desfaz a ambiguidade dos sentidos a ele atribuídos.
(D) utilização da forma pronominal “la”, que reflete um tratamento formal em relação à mãe.
(E) repetição da forma  verbal “é”, que  reforça a relação de adição existente entre as  orações.
Gabarito e comentário: LETRA A. O  enunciado expõe  a importância das  conjunções coordenativas  para  a construção  dos  sentidos do texto; é, ao mesmo tempo, uma  questão sobre sintaxe e coesão textual. O  candidato precisa lembrar  de que as  coordenativas (conjunções ou  orações)  introduzem a  ideia de contraste.   O  texto inicial do  quadrinho (“A preguiça  é  a  mãe  de  todos  os vícios…”) sugere  que  o personagem faria  alguma  reflexão sobre o  ócio e, consequentemente,  teria alguma atitude  contrária  à preguiça. O  que  acontece,  no entanto, como quebra  de  expectativa é a  sua obediência a uma  outra questão cultural: as  mães devem  ser  obedecidas.

Variação linguística

Este   não  é  um dos   temas  mais  discutidos  no  Ensino Médio e, infelizmente, costuma ser reduzido ao estudo superficial  das variedades  social, geográfica, histórica e  situacional.  Pode  não  parecer, mas  o preconceito linguístico também  pode  ser  abordado sob  esse  “rótulo”. Veja  o  que  escrevemos  sobre o assunto, clicando  neste  link
(ENEM  2006)
No romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos, o vaqueiro Fabiano encontra-se com o patrão para receber o salário. Eis parte da cena:
Não se conformou: devia haver engano. (…)Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria?
O patrão zangou-se, repeliu a insolência, achou bom que o vaqueiro fosse procurar serviço noutra fazenda.
Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou. Bem, bem. Não era preciso barulho não.
(Graciliano Ramos. Vidas Secas. 91. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.)
No fragmento transcrito, o padrão formal da linguagem convive com marcas de regionalismo e de coloquialismo no vocabulário. Pertence à variedade do padrão formal da linguagem o seguinte trecho:
(A) “e Fabiano perdeu os estribos”
(B) “entregando o que era dele de  mão beijada”
(C) “não se conformou: devia  haver  engano”
(D) “Aí Fabiano baixou a pancada e amunhecou”
(E) ““Passar a vida inteira assim no toco”
Gabarito e comentário: LETRA C. Ao compararmos o trecho  “Não se conformou: devia haver engano” aos demais escolhidos pela banca, observamos a ausência de expressões informais que aparecem  nas outras alternativas, como “toco”, “mão  beijada”, “amunhecou”.

Funções da  linguagem

Embora,  não seja muito frequente na  história do Exame,  a  prova aplicada em 2009 continha seis  questões sobre o assunto. Para identificar a função de  um texto,  podemos  dizer  que é  preciso  pensar na  seguinte pergunta:  qual o objetivo deste   texto? É   bom lembrar, ainda, que  a cada função da linguagem corresponde um elemento da comunicação. Confira  neste  link.
(ENEM 2010)
Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como práticas de linguagem, assumindo configurações específicas,  formais e de conteúdo. Considerando o contexto  em que circula o texto publicitário,  seu objetivo  principal  é
(A) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos que visam à adesão ao consumo.
(B) defender a importância do conhecimento da informática pela população de baixo poder aquisitivo.
(C) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas classes sociais economicamente desfavorecidas.
(D) definir regras de comportamento social pautadas no combate ao consumismo exagerado.
(E)  questionar o fato de o homem ser mais inteligente do que a máquina, mesmo a mais moderna

Gabarito e comentário: LETRA A.  A função apelativa da linguagem predomina no texto. Ela se caracteriza  pelo apelo  ao destinatário. Sua marca gramatical  mais evidente é  o  uso do  verbo  no  imperativo.
Fique atento!  Não se esqueça de  que estes  são os assuntos  mais  comuns  na  prova de  Língua Portuguesa do ENEM.  Dedique-se  a eles, mas   não deixe  de estudar outros  pontos!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Funções da linguagem - Questões de ENEM






1)Questão 127 – Enem 2012 – Prova amarela 
 
Desabafo
Desculpem-me, mas não dá pra fazer uma cronicazinha divertida hoje. Simplesmente não dá. Não tem como disfarçar: esta é uma típica manhã de segunda-feira. A começar pela luz acesa da sala que esqueci ontem à noite. Seis recados para serem respondidos na secretária eletrônica. Recados chatos. Contas para pagar que venceram ontem. Estou nervoso. Estou zangado.
CARNEIRO, J. E. Veja, 11 set. 2002 (fragmento).

Nos textos em geral, é comum a manifestação simultânea de várias funções da linguagem, com o predomínio, entretanto, de uma sobre as outras. No fragmento da crônica Desabafo, a função da linguagem predominante é a emotiva ou expressiva, pois

A) o discurso do enunciador tem como foco o próprio código.
B) a atitude do enunciador se sobrepõe àquilo que está sendo dito.
C) o interlocutor é o foco do enunciador na construção da mensagem.
D) o referente é o elemento que se sobressai em detrimento dos demais.
E) o enunciador tem como objetivo principal a manutenção da comunicação.

2)Questão 97 – Enem 2010 – Prova azul 
 
A biosfera, que reúne todos os ambientes onde se desenvolvem os seres vivos, se divide em unidades menores chamadas ecossistemas, que podem ser uma floresta, um deserto e até um lago. Um ecossistema tem múltiplos mecanismos que regulam o número de organismos dentro dele, controlando sua reprodução, crescimento e migrações.
DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Predomina no texto a função da linguagem:
A)emotiva, porque o autor expressa seu sentimento em relação à ecologia.
B)fática, porque o texto testa o funcionamento do canal de comunicação.
C)poética, porque o texto chama a atenção para os recursos de linguagem.
D)conativa, porque o texto procura orientar comportamentos do leitor.
E)referencial, porque o texto trata de noções e informações conceituais.

3)Questão 99 – Enem 2010 – Prova azul 
 
S.O.S Português
Por que pronunciamos muitas palavras de um jeito diferente da escrita? Pode-se refletir sobre esse aspecto da língua com base em duas perspectivas. Na primeira delas, fala e escrita são dicotômicas, o que restringe o ensino da língua ao código. Daí vem o entendimento de que a escrita é mais complexa que a fala, e seu ensino restringe-se ao conhecimento das regras gramaticais, sem a preocupação com situações de uso. Outra abordagem permite encarar as diferenças como um produto distinto de duas modalidades da língua: a oral e a escrita. A questão é que nem sempre nos damos conta disso.
S.O.S Português. Nova Escola. São Paulo: Abril, Ano XXV, nº- 231, abr. 2010 (fragmento adaptado).

O assunto tratado no fragmento é relativo à língua portuguesa e foi publicado em uma revista destinada a professores. Entre as características próprias desse tipo de texto, identificam-se marcas linguísticas próprias do uso:

A)regional, pela presença de léxico de determinada região do Brasil.
B)literário, pela conformidade com as normas da gramática.
C)técnico, por meio de expressões próprias de textos científicos.
D)coloquial, por meio do registro de informalidade.
E)oral, por meio do uso de expressões típicas da oralidade.


Gabarito
1)B
A função emotiva ou expressiva é predominante no texto pois os sentimentos do autor se sobrepõem ao conteúdo informativo. Percebemos isso pela emoção do eu-poético que, já no título, diz se tratar de um desabafo, e no final do texto, fala de seu nervosismo.

2)E
O texto conceitua de forma científica a biosfera e as unidades menores que a compõem, os ecossistemas.

3)C
O texto é marcado pela função metalingüística, uma vez que apresenta alguns termos técnicos dessa área, como língua, fala e código.

Adequação linguística - Questões de ENEM


Linguagem coloquial, popular, formal, informal


Observe como a questão da adequação linguística já foi abordada na prova de Linguagens e Códigos do Enem:


Questão 127, Enem 2010 (Abordagem sobre a norma culta)

Venho solicitar a clarividente atenção de Vossa Excelência para que seja conjurada uma calamidade que está  prestes a desabar em cima da juventude feminina do Brasil. Refiro-me, senhor presidente, ao movimento entusiasta que está empolgando centenas de moças, atraindo-as para se transformarem em jogadoras de futebol, sem se levar em conta que a mulher não poderá praticar este esporte violento sem afetar, seriamente, o equilíbrio fisiológico de suas funções orgânicas, devido à natureza que dispôs a ser mãe. Ao que dizem os jornais, no Rio de Janeiro, já estão formados nada menos de dez quadros femininos. Em São Paulo e Belo Horizonte também já estão se constituindo outros. E, neste crescendo, dentro de um ano, é provável que em  todo o Brasil estejam organizados uns 200 clubes femininos de futebol: ou seja: 200 núcleos destroçados da  saúde de 2,2 mil futuras mães, que, além do mais, ficarão presas a uma mentalidade depressiva e propensa aos exibicionismos rudes e extravagantes.
Coluna Pênalti. Carta Capital. 28 abr. 2010.


O trecho é parte de uma carta de um cidadão brasileiro, José Fuzeira, encaminhada, em abril de 1940, ao então presidente da República Getúlio Vargas. As opções linguísticas de Fuzueira mostram que seu texto foi elaborado em linguagem


a) regional, adequada à troca de informações na situação apresentada.
b) jurídica, exigida pelo tema relacionado ao domínio do futebol.
c) coloquial, considerando-se que ele era um cidadão brasileiro comum.
d) culta, adequando-se ao seu interlocutor e à situação de comunicação.
e) informal, pressupondo o grau de escolaridade de seu interlocutor.


Questão 106, Enem 2013: (Abordagem sobre a norma popular)


Até quando?
Não adianta olhar pro céu 
Com muita fé e pouca luta 
Levanta aí que você tem muito protesto pra fazer 
E muita greve, você pode, você deve, pode crer 
Não adianta olhar pro chão 
Virar a cara pra não ver 
Se liga aí que te botaram numa cruz e só porque Jesus 
Sofreu não quer dizer que você tenha que sofrer!
GABRIEL, O PENSADOR. Seja você mesmo (mas não seja sempre o mesmo).
Rio de Janeiro: Sony Music, 2001 (fragmento).


As escolhas linguísticas feitas pelo autor conferem ao texto:
a) caráter atual, pelo uso de linguagem própria da internet.
b) cunho apelativo, pela predominância de imagens metafóricas.
c) tom de diálogo, pela recorrência de gírias.
d) espontaneidade, pelo uso da linguagem coloquial.
e) originalidade, pela concisão da linguagem.


Questão 127
Gabarito: Alternativa “d”. 
Comentário da questão:
O texto é elaborado em linguagem culta, já que se trata de uma carta dirigida ao Presidente da República. Vemos, assim que a finalidade do texto justifica a escolha da linguagem.


Questão 106
Gabarito: Alternativa “d”.
Comentário da questão: A linguagem coloquial é mais espontânea. Essa característica é percebida também nas músicas de rap.