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segunda-feira, 3 de junho de 2024

Como Escrever uma Redação Nota 1000 no ENEM

 


A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma das partes mais importantes da prova, sendo um grande diferencial para os candidatos. Uma redação bem-estruturada pode ser a chave para alcançar uma pontuação elevada e garantir uma vaga na universidade desejada. Aqui estão algumas dicas essenciais para você estruturar sua redação de acordo com os critérios do ENEM.


1. Compreenda o Tema: Antes de tudo, é crucial entender completamente o tema proposto. Leia atentamente a proposta e os textos de apoio, destacando as palavras-chave e as ideias principais. Isso ajudará a manter o foco e evitar fugir do tema durante a escrita.


2. Estruture seu Texto: A redação do ENEM deve ser um texto dissertativo-argumentativo. Isso significa que você deve apresentar uma tese (ponto de vista) e defendê-la com argumentos sólidos ao longo de três partes fundamentais: introdução, desenvolvimento e conclusão.


**Introdução: Apresente o tema e a sua tese de forma clara e objetiva. Evite rodeios e vá direto ao ponto.


**Desenvolvimento: Divida esta parte em pelo menos dois parágrafos, cada um com um argumento diferente que sustente sua tese. Use dados, exemplos concretos e citações (quando pertinentes) para enriquecer sua argumentação.


**Conclusão: Retome brevemente os argumentos apresentados e proponha uma intervenção social, ou seja, uma solução para o problema abordado. Essa intervenção deve ser detalhada, explicando o que deve ser feito, como, por quem e quais os efeitos esperados.


**3. Coerência e Coesão: Para que sua redação seja fluida e compreensível, é necessário que haja uma conexão lógica entre as ideias (coerência) e que os elementos do texto estejam bem articulados (coesão). Utilize conectivos e transições para guiar o leitor através do seu raciocínio.


**4. Respeite os Direitos Humanos: Um dos critérios de avaliação do ENEM é o respeito aos direitos humanos. Portanto, evite qualquer tipo de discurso de ódio ou preconceito.


**5. Revise seu Texto:  Após terminar a redação, reserve um tempo para revisar. Verifique a ortografia, a gramática e a adequação vocabular. Além disso, confira se todas as partes do texto estão harmoniosas e se a proposta de intervenção está clara.


Seguindo essas orientações, você estará no caminho certo para desenvolver uma redação que atenda aos critérios do ENEM e impressione os avaliadores. Lembre-se de que a prática leva à perfeição, então escreva redações regularmente e busque feedback para aprimorar suas habilidades de escrita. 

Boa sorte!



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Como fazer uma boa redação passo a passo






terça-feira, 25 de julho de 2017

Figuras de Linguagem mais recorrentes no ENEM

Olá, pessoal!!

Encontrei este material super interessante no site Estratégia Concurso .

Quem aí está na preparação para o ENEM? Sabia que um assunto bastante recorrente na prova de Linguagens, códigos e suas tecnologias é o estudo das figuras de linguagem? Sim! O sentido figurado vem com tudo no ENEM! Quer saber um pouco mais sobre isso? Cola comigo!

Também chamadas de figuras de estilo, as figuras de linguagem são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve, para imprimir mais força, colorido, intensidade e beleza à expressão! O estudo das figuras de linguagem faz parte da estilística.

Professora, quais são as figuras de linguagem que mais são cobradas no ENEM?

São muitos os usos figurativos que podemos fazer da linguagem, mas sabemos que algumas figuras aparecem mais, são elas: metáfora, comparação, metonímia, sinestesia, eufemismo, personificação, silepse, pleonasmo, hipérbole, paradoxo e ironia!
Vejamos um pouquinho sobre cada uma delas para relembrar:

 
Metáfora
É a substituição de um termo por outro baseada numa relação de analogia (que significa semelhança de sentido entre dois termos).
Exemplo: O jogo já vai começar. Já estão todos no grande tapete verde, só aguardando o apito do juiz. (Estão todos no campo).
Outro exemplo:
Ele é um leão! (quer dizer que ele é bravo, feroz, forte…)
Veja a representação da metáfora entre homem e leão:
A intercessão representa as características comuns a ambos.

Comparação
É aproximação de dois termos entre os quais existe alguma relação de semelhança.
Exemplo: Amou como se fosse máquina.
ATENÇÃO!!! Não confunda comparação com metáfora! Ambas são parecidas, mas na comparação há a presença de um elemento comparativo. Vejamos os exemplos:
Meu pai é forte como um touro. Aguentou carregar um armário sozinho. (comparação)
Meu pai é um touro. Aguentou carregar um armário sozinho. (metáfora)

Metonímia
Acontece quando se emprega um termo no lugar de outro, sendo que entre ambos há estreita afinidade ou relação de sentido.
Exemplo: Sei que ela adora Fernando Pessoa. (Adora o que Fernando Pessoa escreveu.)
Esse tipo de metonímia é chamada de “autor pela obra”. Existem outros tipo, veja, por exemplo:
Parte pelo todo: preciso de um teto para morar. (Só um teto?? Não… a casa toda).
Lugar pelo produto feito no lugar: para comemorar compramos um Porto. (Porto = lugar onde é produzido o vinho).
Continente pelo conteúdo: bebeu o cálice todo. (na verdade, bebeu o líquido que estava dentro do cálice).
Confira nossos cursos para o ENEM: LINK

Sinestesia
Ocorre quando, numa enunciação, há uma mescla de diferentes sensações que são percebidas pelos órgão de sentido.
Exemplo: Gosto quando mamãe canta. Ela tem uma voz macia e doce. (sentidos: voz = audição; macia = tato; doce = paladar)

Eufemismo
É a utilização de expressões mais leves para suavizar o impacto de enunciados tristes ou desagradáveis.
Exemplo: Vovó virou estrelinha, filho, e agora está lá no céu!

Personificação
Também conhecida como prosopopeia, acontece quando se atribui a seres inanimados qualidades ou sentimentos próprios de seres humanos.
Exemplo: O Sol amanheceu triste e escondido hoje. Acho que vai esfriar!

Silepse
É uma figura de construção que ocorre quando se faz concordância com um termo oculto na oração, mas que é facilmente subentendido. A concordância é feita com a ideia que esse termo representa.
Exemplo: “Dizem que os cariocas somos poucos dados aos jardins públicos.” (Machado de Assis) (termo oculto = nós)

Pleonasmo
É usado para intensificar o significado de um termo através da repetição dele próprio ou da ideia contida nele.
Exemplo: “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.” (Fernando Pessoa)
O mar e sempre salgado, certo!

Ironia
Ocorre quando se diz o contrário do que se tem intenção de dizer para satirizar, criticar, questionar certo tipo de pensamento ou para ridicularizá-lo.
Exemplo: Aquele menino dela é um santo. Só derrubou minha coleção de discos de vinil três vezes.

Hipérbole
Consiste no exagero de uma ideia com a intenção de engrandecer ou diminuir a verdade dos fatos.
Exemplo: Já disse isso a você um milhão de vezes!

Paradoxo
Consiste em empregar palavras que, ainda opostas quanto ao sentido, se fundem num mesmo enunciado, resultando numa proposição aparentemente absurda, já que desafia, muitas vezes, a opinião compartilhada pela maioria.
Exemplo:
“A explosiva descoberta
Ainda me atordoa.
Estou cego e vejo.
Arranco os olhos e vejo”.
(Carlos Drummond de Andrade)
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Antítese
É a aproximação, na linguagem escrita ou falada, de termos ou expressões que têm sentidos opostos.
Exemplo: Um misto de alegria e tristeza tomou conta de Jonas quando pisou novamente na rua onde havia passado sua infância.
ATENÇÃO!!! Não confunda antítese e paradoxo. Veja os exemplos:
verdade e a mentira fazem parte do dia a dia. (A antítese é marcada por palavras naturalmente opostas)
Os mesmo braços que serviram de abrigo hoje transmitem solidão. (O paradoxo é marcado por ideias opostas)

Professora, se eu tiver pouco tempo, em qual dessas eu devo focar?

Meus queridos, especialmente em METÁFORA! Todo ano o ENEM traz pelo menos uma questão que envolva essa famosa figura de linguagem, querem ver como?

ENEM 2014
Os meios de comunicação podem contribuir para a resolução de problemas sociais, entre os quais o da violência sexual infantil. Nesse sentido, a propaganda usa a metáfora do pesadelo para
(A) informar crianças vítimas de violência sexual sobre os perigos dessa prática, contribuindo para erradicá-la.
(B) denunciar ocorrências de abuso sexual contra meninas, com o objetivo de colocar criminosos na cadeia.
(C) dar a devida dimensão do que é abuso sexual para uma criança, enfatizando a importância da denúncia.
(D) destacar que a violência sexual infantil predomina durante a noite, o que requer maior cuidado dos responsáveis nesse período.
(E) chamar a atenção para o fato de o abuso infantil durante o sono, sendo confundido por algumas crianças com um pesadelo.

Comentário: Vejam que interessante, o candidato deve estar atento para o fato de que a questão não cobrou apenas o conhecimento de conteúdos escolares, mas também sua atenção sobre um tema social relevante.
O recurso expressivo utilizado é apresentado logo no enunciado: metáfora. A figura de linguagem mais presente no ENEM. Percebemos a linguagem figurada no plano verbal (“…pesadelo chega antes do sono”) e no plano não-verbal (figura do monstro usado como ilustração). A metáfora fica por conta de aproximar comparativamente a violência sofrida pelas crianças ao monstro que causa medo e temor, a violência é o monstro das crianças.

GABARITO: C

ENEM 2011
O argumento presente na charge consiste em uma metáfora relativa à teoria evolucionista e ao desenvolvimento tecnológico. Considerando o contexto apresentado, verifica-se que o impacto tecnológico pode ocasionar:

a) o surgimento de um homem dependente de um novo modelo tecnológico.
b) a mudança do homem em razão dos novos inventos que destroem sua realidade.
c) a problemática social de grande exclusão digital a partir da interferência da máquina.
d) a invenção de equipamentos que dificultam o trabalho do homem, em sua esfera social.
e) o retrocesso do desenvolvimento do homem em face da criação de ferramentas como lança, máquina e computador.

Comentário: observem que existe uma metáfora sugerida na charge, uma intercessão entre o homem primata e o homem atual apresentada pela posição curvada em que se aparecem na figura. A postura final do homem ocorre pelo uso do computador, ou seja, o impacto do desenvolvimento tecnológico ocasiona a dependência (ou a adaptação) do ser à máquina.
GABARITO: A



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ENEM 2016 – Questões sobre Variação Linguística







QUESTÃO 01
De domingo

 — Outrossim?
— O quê?
— O que o quê?
— O que você disse.
— Outrossim?
—É.
— O que que tem?
—Nada. Só achei engraçado.
— Não vejo a graça.
— Você vai concordar que não é uma palavra de todos os dias.
— Ah, não é.Aliás, eu só uso domingo.
— Se bem que parece uma palavra de segunda-feira.
— Não. Palavra de segunda-feira é óbice.
— “Ônus.
— “Ônus” também. “Desiderato”. “Resquício”.
— “Resquício” é de domingo.
— Não, não. Segunda. No máximo terça.
— Mas “outrossim”, francamente…
— Qual o problema?
— Retira o “outrossim”.
— Não retiro. É uma ótima palavra. Aliás, é uma palavra difícil de usar. Não é qualquer um que usa “outrossim”.
(VERÍSSIMO. L.F. Comédias da vida privada. Porto  Alegre: LP&M, 1996).

No  texto, há uma  discussão  sobre o uso de  algumas  palavras da língua portuguesa. Esse uso  promove o (a)
(A) marcação temporal, evidenciada pela presença de palavras indicativas dos dias da semana.
(B) tom humorístico, ocasionado  pela ocorrência de  palavras empregadas em  contextos  formais.
(C) caracterização da identidade linguística dos  interlocutores, percebida pela recorrência de palavras regionais.
(D) distanciamento entre os  interlocutores, provocado pelo  emprego de palavras com  significados poucos  conhecidos.
(E) inadequação vocabular, demonstrada pela seleção de palavras desconhecidas por  parte de  um dos   interlocutores do  diálogo.


QUESTÃO 02

Texto I
Entrevistadora  — Eu  vou  conversar aqui  com  a  professora A.D. …  O  português então   não  é  uma  língua  difícil?
Professora — Olha se  você  parte do princípio… que a  língua  portuguesa  não  é  só  regras  gramaticais… não se  você   se apaixona pela  língua que  você…  já  domina… que  você  já  fala ao  chegar na  escola se teu  professor  cativa você a  ler obras da  literatura…  obra da/ dos  meios de comunicação… se você tem acesso a  revistas… é…  a  livros  didáticos… a… livros de  literatura  o mais  formal o  e/ o  difícil é  porque  a  escola  transforma como  eu  já  disse as  aulas de  língua  portuguesa  em análises  gramaticais.
Texto II
Professora — Não, se  você parte do princípio que  língua  portuguesa não  é  só  regras  gramaticais. Ao chegar à escola, o aluno   já domina e   fala a  língua. Se o  professor  motivá-lo a  ler  obras  literárias e se tem acesso a  revistas, a  livros didáticos, você se  apaixona  pela  língua. O  que  torna  difícil é  que a escola  transforma as  aulas de  língua  portuguesa em análises  gramaticais.
(MARCUSCHI,  L. A. Da  fala para  a escrita: atividades de  retextualização. São  Paulo: Cortez, 2001)

O  texto  I  é  a  transcrição de entrevista  concedida por   uma professora de  português a  um programa de  rádio. O texto II é  a adaptação dessa  entrevista para a modalidade escrita. Em comum, esses  textos
(A) apresentam ocorrências de  hesitações  e reformulações.
(B) são  modelos de  emprego de regras gramaticais.
(C) são exemplos de uso  não  planejado da língua.
(D) apresentam marcas da linguagem  literária.
(E) são  amostras do  português  culto  urbano.


QUESTÃO 03

Mandinga — Era a denominação que, no  período das  grandes  navegações, os  portugueses davam à  costa ocidental da  África. A  palavra se tornou sinônimo  de feitiçaria porque os  exploradores  lusitanos consideram bruxos  os africanos que ali  habitavam — é que eles davam  indicações sobre a  existência de ouro na região. Em idioma nativo, manding designava terra de  feiticeiros. A palavra acabou  virando sinônimo de feitiço, sortilégio.
(COTRIM, M. O  pulo do gato 3.  São  Paulo: Geração Editorial, 2009. Fragmento)

No  texto,  evidencia-se que a construção do significado da palavra  mandinga resulta de um (a)

(A) contexto sócio-histórico.
(B) diversidade técnica.
(C) descoberta geográfica.
(D) apropriação religiosa.
(E) contraste cultural.


QUESTÃO 04

PINHÃO sai ao  mesmo tempo que BENONA entra.

BENONA: Eurico, Eudoro Vicente está lá fora e  quer  falar  com  você.
EURICÃO: Benona, minha  irmã, eu  sei  que ele  está   lá  fora, mas não  quero falar com ele.
BENONA:  Mas, Eurico, nós lhe devemos  certas  atenções.
EURICÃO: Passadas para  você, mas  o  prejuízo foi  meu.  Esperava que  Eudoro, com todo aquele  dinheiro, se tornasse meu  cunhado. Era  uma boca a  menos e  um patrimônio a mais. E o peste me traiu. Agora, parece que  ouviu  dizer que eu  tenho  um tesouro. E vem   louco atrás dele, sedento, atacado da  verdadeira  hidrofobia. Vive farejando  ouro, como  um cachorro  da  molest’a, como  um urubu, atrás do  sangue dos outros. Mas ele  está enganado. Santo  Antônio  há de  proteger minha pobreza e  minha  devoção.
(SUASSUNA, A.   O  santo e  a porca. Rio de  Janeiro: José Olimpyio, 2013)

Nesse texto teatral, o  emprego das  expressões “o peste” e  “cachorro da  molest’a” contribui para
(A) marcar  a classe social das personagens.
(B) caracterizar usos  linguísticos de  uma região.
(C) enfatizar a  relação familiar entre as  personagens.
(D) sinalizar a  influência do  gênero nas  escolhas vocabulares.
(E) demonstrar o  tom autoritário da fala de  uma das personagens.

GABARITO

01 - B
02 -  E
03 -  A
04 -  B