segunda-feira, 20 de março de 2017

Exercícios sobre história e origem da Língua Portuguesa



1) Preencha a cruzadinha com línguas originadas do latim.







P












O












R












T












U












G












U












Ê












S







2) Observe o grupo de palavras e agrupe-as conforme a origem dos vocábulos.
Acarajé   farofa    garrafa     fubá    jabá     laranja     moqueca   axé     Iemanjá    macumba     Xangô   bobó    café     enxaqueca    esfirra     fulano     Imbecil   Incesto     Ônibus     matraca     Prematuro

ÁRABE
AFRICANA
INDÍGENA
LATINA
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      
·                      

3) Indique, no mapa, os países que falam a Língua Portuguesa.







4) Questão de ENEM

Texto I
Um ato  de criatividade pode gerar um modelo produtivo. Foi  o que  aconteceu  com a  palavra  sambódromo, criativamente formada  com a  terminação -(o)dromo (=corrida), que  figura  em  hipódromo,  autódromo, cartódromo, formas  que designam   itens culturais da alta  burguesia. Não demoraram a  circular, a  partir de  então, formas populares como  rangódromo, beijódromo, camelódromo.
AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da língua portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008
Texto  II
Existe coisa mais descabida do que chamar de sambódromo  uma  passarela para desfile de escolas de samba? Em grego, -dromo quer  dizer  “ação de correr, lugar de corrida”, daí  as  palavras autódromo e  hipódromo. É  certo que, às   vezes, durante  o desfile, a escola se  atrasa e é  obrigada a correr para não perder  pontos, mas  não se descoloca a velocidade de um cavalo  ou de  um carro de  Fórmula 1.
GULLAR, F. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 3 ago. 2012.
Há  nas línguas  mecanismos geradores de palavras. Embora o  texto  II apresente um julgamento de  valor sobre a formação da  palavra sambódromo, o processo de  formação dessa palavra  reflete
(A) o  dinamismo da  língua  na criação de novas palavras.
(B) uma nova realidade limitando o aparecimento de  novas palavras.
(C) a apropriação inadequada de mecanismos de  criação de palavras  por  leigos.
(D) o reconhecimento a impropriedade semântica dos neologismos.
(E)  a restrição na produção de novas  palavras com  o  radical  grego.


GABARITO


1)  




E
S
P
A
N
H
O
L

C
A
T
A
L
Ã
O












R
O
M
E
N
O






I
T
A
L
I
A
N
O






U












G












U







F
R
A
N
C
Ê
S











S







2)  
·      ÁRABE
·    AFRICANA
·       INDÍGENA
·    LATINA
·  café
·  chafariz
·  elixir
·  enxaqueca
·  esfirra
·  fulano
·  garrafa
·  javali
·  laranja
·  limão
·  masmorra
·  matraca
·  mesquita
·   
·    acarajé
·    bobó
·    farofa
·    fubá
·    jabá
·    moqueca
·    quibebe
·    quitute
·       axé
·       Exu
·       Iemanjá
·       macumba
·       orixá
·       umbanda
·       Xangô

·    Imbecil
Veio do latim imbecille, fraco fisicamente, doente, incapaz de sustentar-se (depois, fraco moralmente).
Imbecille se formou de im-, sem + bacillu, diminutivo de baculu, cajado, bastão. Assim, imbecille significava sem bastão, querendo dizer “sem sustentação”.
Depois, no francês, imbécile ganhou o sentido de idiota, com que passou para outras línguas neolatinas.
Incesto
Do latim incestu (impureza, adultério, incesto).
·    Ônibus
Do latim omnibus, que significava “para todos”.
·    Prematuro
Do latim praematuro, formado de prae, antes + maturu, maduro.
Seu sinônimo tem história bem parecida: 
precoce veio do latim praecoce, formado de prae, antes + coquere, cozinhar, amadurecer.

3)




4) Questão de ENEM

Gabarito oficial: A
comentário:
 Neologismo  é o  processo em   que   novas  palavras  são criadas  na  língua ou  adquirem um  novo significado.  A  questão do  ENEM  contrapõe  dois   fatores: a evolução da  língua – reforçada pelo   texto  I –  e  a resistência a uma inovação  linguística –  representada pelo  texto  II.   A alternativa  A mostra ao  candidato  que,  independentemente  da  resistência de  um ou  outro   usuário da  língua,  a  evolução linguística  acontece e  é  um processo   normal  na   linguagem.



"SE"

Conforme a frase, o SE assume uma função. Vejamos três dessas funções:


1) Pronome reflexivo
O sujeito pratica e recebe a ação. Esse SE assume o sentido de “a si mesmo”, “ele mesmo”, “ela mesma”. 
Exemplos:
A garota penteou-se diante do espelho.

2) Parte integrante do verbo (PIV)
Faz parte do verbo (me, te, se), denotando quase sempre sentimentos e atitudes próprias do sujeito.
São eles: queixar-se, arrepender-se, vangloriar-se, submeter-se, lembrar-se, suicidar-se, avantajar-se, tornar-se, dentre outros.
Exemplos:
Os garotos queixaram-se do mau atendimento.

3) Conjunção subordinativa condicional
É uma hipótese.Estabelece um sentido de condição, podendo equivaler-se a “caso não”.
Exemplos:
Se tivéssemos saído mais cedo, poderíamos aproveitar mais o passeio.
(Oração subordinada adverbial condicional)
Se você não quiser, chamaremos outro em seu lugar.

ATIVIDADES
1) Indique se o SE é:
CONDICIONAL   -    REFLEXIVO   -   PARTE INTEGRANTE DO VERBO

a) Ontem, Maria se machucou
b) Se ele chegar cedo, ótimo.
c) Se eu soubesse que era tão fácil teria começado antes.
d) Deitou-se cedo para descansar
e) Arrependeu-se do ocorrido.
f) O menino feriu-se com a faca.
g) Ele terá melhor salário se trabalhar mais horas.
h) O homem suicidou-se.

i) As crianças se arrependeram do que fizeram.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Exercícios sobre PREPOSIÇÕES com GABARITO



01 - Indique as relações estabelecidas pelas preposições.

a) Ficaram todos contra o homem.
b) Moro em São Paulo.
c)O hospital fica a dois quilômetros daqui.
d) Há um portão fechado a cadeado.
e) O animal morreu de fome.
f) Recebeu uma medalha de prata.
g) Os animais saíram a galope.
h) Os meninos quebraram o vidro com uma pedra.
i) A mulher não entende de religião.
j) Quando puder, viajarei de avião.
k) Ficarei com ele até o fim.
l) O ladrão foi morto a facadas.

02 – As preposições podem indicar diferentes circunstâncias. Assim sendo, elabore frases com as circunstâncias  pedidas para cada preposição indicada.

a) Entre (reciprocidade)
b) Para (finalidade)
c) sobre (assunto)
d) Com (modo)
e) Desde (lugar)
f) Após (lugar)
g) Ante (causa)


GABARITO

01 - Indique as relações estabelecidas pelas preposições.

a)  Oposição
b) Lugar
c)  Lugar
d) Instrumento / meio
e) Causa
f) Matéria
g)   Modo
h) Instrumento / meio
i) Assunto
j)  Meio
k)  Companhia
l) Instrumento / meio

02 – As preposições podem indicar diferentes circunstâncias. Assim sendo, elabore frases com as circunstâncias  pedidas para cada preposição indicada.

SUGESTÕES DE FRASES.

a) Entre (reciprocidade) -  Há grande afeição entre as duas amigas.
b) Para (finalidade) – Estudaram muito para a prova.
c) Sobre (assunto) – Os alunos aprenderam sobre empreendedorismo.
d) Com (modo) – O aluno fez a tarefa com capricho.
e) Desde (lugar) – Caminhou desde casa até no hospital.
f) Após (lugar) – Após aquela rua há uma escola.
g) Ante (causa) – Ante as evidências dos fatos, o suspeito foi preso.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

ENEM 2016 – Questões sobre Variação Linguística







QUESTÃO 01
De domingo

 — Outrossim?
— O quê?
— O que o quê?
— O que você disse.
— Outrossim?
—É.
— O que que tem?
—Nada. Só achei engraçado.
— Não vejo a graça.
— Você vai concordar que não é uma palavra de todos os dias.
— Ah, não é.Aliás, eu só uso domingo.
— Se bem que parece uma palavra de segunda-feira.
— Não. Palavra de segunda-feira é óbice.
— “Ônus.
— “Ônus” também. “Desiderato”. “Resquício”.
— “Resquício” é de domingo.
— Não, não. Segunda. No máximo terça.
— Mas “outrossim”, francamente…
— Qual o problema?
— Retira o “outrossim”.
— Não retiro. É uma ótima palavra. Aliás, é uma palavra difícil de usar. Não é qualquer um que usa “outrossim”.
(VERÍSSIMO. L.F. Comédias da vida privada. Porto  Alegre: LP&M, 1996).

No  texto, há uma  discussão  sobre o uso de  algumas  palavras da língua portuguesa. Esse uso  promove o (a)
(A) marcação temporal, evidenciada pela presença de palavras indicativas dos dias da semana.
(B) tom humorístico, ocasionado  pela ocorrência de  palavras empregadas em  contextos  formais.
(C) caracterização da identidade linguística dos  interlocutores, percebida pela recorrência de palavras regionais.
(D) distanciamento entre os  interlocutores, provocado pelo  emprego de palavras com  significados poucos  conhecidos.
(E) inadequação vocabular, demonstrada pela seleção de palavras desconhecidas por  parte de  um dos   interlocutores do  diálogo.


QUESTÃO 02

Texto I
Entrevistadora  — Eu  vou  conversar aqui  com  a  professora A.D. …  O  português então   não  é  uma  língua  difícil?
Professora — Olha se  você  parte do princípio… que a  língua  portuguesa  não  é  só  regras  gramaticais… não se  você   se apaixona pela  língua que  você…  já  domina… que  você  já  fala ao  chegar na  escola se teu  professor  cativa você a  ler obras da  literatura…  obra da/ dos  meios de comunicação… se você tem acesso a  revistas… é…  a  livros  didáticos… a… livros de  literatura  o mais  formal o  e/ o  difícil é  porque  a  escola  transforma como  eu  já  disse as  aulas de  língua  portuguesa  em análises  gramaticais.
Texto II
Professora — Não, se  você parte do princípio que  língua  portuguesa não  é  só  regras  gramaticais. Ao chegar à escola, o aluno   já domina e   fala a  língua. Se o  professor  motivá-lo a  ler  obras  literárias e se tem acesso a  revistas, a  livros didáticos, você se  apaixona  pela  língua. O  que  torna  difícil é  que a escola  transforma as  aulas de  língua  portuguesa em análises  gramaticais.
(MARCUSCHI,  L. A. Da  fala para  a escrita: atividades de  retextualização. São  Paulo: Cortez, 2001)

O  texto  I  é  a  transcrição de entrevista  concedida por   uma professora de  português a  um programa de  rádio. O texto II é  a adaptação dessa  entrevista para a modalidade escrita. Em comum, esses  textos
(A) apresentam ocorrências de  hesitações  e reformulações.
(B) são  modelos de  emprego de regras gramaticais.
(C) são exemplos de uso  não  planejado da língua.
(D) apresentam marcas da linguagem  literária.
(E) são  amostras do  português  culto  urbano.


QUESTÃO 03

Mandinga — Era a denominação que, no  período das  grandes  navegações, os  portugueses davam à  costa ocidental da  África. A  palavra se tornou sinônimo  de feitiçaria porque os  exploradores  lusitanos consideram bruxos  os africanos que ali  habitavam — é que eles davam  indicações sobre a  existência de ouro na região. Em idioma nativo, manding designava terra de  feiticeiros. A palavra acabou  virando sinônimo de feitiço, sortilégio.
(COTRIM, M. O  pulo do gato 3.  São  Paulo: Geração Editorial, 2009. Fragmento)

No  texto,  evidencia-se que a construção do significado da palavra  mandinga resulta de um (a)

(A) contexto sócio-histórico.
(B) diversidade técnica.
(C) descoberta geográfica.
(D) apropriação religiosa.
(E) contraste cultural.


QUESTÃO 04

PINHÃO sai ao  mesmo tempo que BENONA entra.

BENONA: Eurico, Eudoro Vicente está lá fora e  quer  falar  com  você.
EURICÃO: Benona, minha  irmã, eu  sei  que ele  está   lá  fora, mas não  quero falar com ele.
BENONA:  Mas, Eurico, nós lhe devemos  certas  atenções.
EURICÃO: Passadas para  você, mas  o  prejuízo foi  meu.  Esperava que  Eudoro, com todo aquele  dinheiro, se tornasse meu  cunhado. Era  uma boca a  menos e  um patrimônio a mais. E o peste me traiu. Agora, parece que  ouviu  dizer que eu  tenho  um tesouro. E vem   louco atrás dele, sedento, atacado da  verdadeira  hidrofobia. Vive farejando  ouro, como  um cachorro  da  molest’a, como  um urubu, atrás do  sangue dos outros. Mas ele  está enganado. Santo  Antônio  há de  proteger minha pobreza e  minha  devoção.
(SUASSUNA, A.   O  santo e  a porca. Rio de  Janeiro: José Olimpyio, 2013)

Nesse texto teatral, o  emprego das  expressões “o peste” e  “cachorro da  molest’a” contribui para
(A) marcar  a classe social das personagens.
(B) caracterizar usos  linguísticos de  uma região.
(C) enfatizar a  relação familiar entre as  personagens.
(D) sinalizar a  influência do  gênero nas  escolhas vocabulares.
(E) demonstrar o  tom autoritário da fala de  uma das personagens.

GABARITO

01 - B
02 -  E
03 -  A
04 -  B