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sexta-feira, 24 de julho de 2015

FRASE E ORAÇÃO


Observe as frases:

Eu gosto de você.
Envelheço.
Perdão!
Atenção!
Silêncio!

Perceba que há frases grandes e frases constituídas de uma só palavra. Algumas possuem verbo e outras não. Observe que todas elas possuem sentido completo, mesmo que sejam formadas de uma só palavra. Podemos então dizer que frase é todo enunciado de sentido completo.

• COM VERBO:
Eu gosto de você.
Envelheço.

• SEM VERBO:
Casa de ferreiro, espeto de pau.
Atenção!
Silêncio!

Vimos, então, que, para que haja frase, a presença do verbo não é necessária. Se o enunciado possui sentido completo, ele será uma frase.

As frases sem verbo são chamadas de FRASES NOMINAIS, ou simplesmente FRASES.
As frases com verbo são chamadas de FRASES ORACIONAIS, ou simplesmente ORAÇÕES.


PERÍODO SIMPLES E PERÍODO COMPOSTO

Observe as frases:

Olhei-a atentamente.
 Vi a vítima/e chorei.

A primeira frase tem apenas um verbo (olhei); a segunda, dois (vi / chorei). Dizemos, então, que, na primeira, há uma oração e, na segunda há duas orações.
Temos, então, que a frase pode conter uma ou mais orações.

RESUMO:
1. Contém apenas uma oração, quando apresenta
• uma forma verbal:
Olhei-a atentamente.
• duas ou mais formas verbais, integrantes de uma locução verbal.
Os cabelos foram ficando brancos.

2. Contém mais de uma oração, quando há nela mais de uma ação verbal.
Vi a vítima/e chorei.  (duas orações)
Não é de muito, /eu juro/, que me acontece essa tristeza; /mas também não era a vez primeira.” (quatro orações)

Quando a frase é constituída de uma só oração, dizemos que o período é simples e a oração é
absoluta; quando a frase é formada de duas ou mais orações constitui um período composto.

Veja:

Olhei-a atentamente.
Um só verbo à uma só oração à Período simples à oração absoluta

Vi a vítima/e chorei.
Dois verbosà duas orações àPeríodo composto




A ESTRUTURA BÁSICA DA ORAÇÃO




A menina era esperta.
A casa ficou limpa.
A amizade alegra o ser humano.

Observe que nessas orações é sempre feita uma declaração a respeito de algo ou de alguém. O
elemento do qual se fala denomina-se SUJEITO, a declaração recebe o nome de PREDICADO.

Sendo  assim, temos  dois termos que formam a estrutura básica da oração: o sujeito e o predicado.

Veja:
A menina        era esperta.
  Sujeito            predicado

A casa              ficou limpa.
  Sujeito            predicado

A amizade         alegra o ser humano.
  Sujeito                    predicado


Para se encontrar o sujeito de uma oração, basta fazer, antes do verbo, as perguntas:
Quem? (para pessoas) ou O quê? (para coisas).

Assim:
A menina era esperta.
Quem era esperta? A menina (sujeito)

A casa              ficou limpa.
O que ficou limpa? A casa (sujeito)


Você já sabe, então, que o elemento da oração a respeito do qual se diz alguma coisa é o sujeito e que aquilo que se diz do sujeito é o predicado.



TREINE SEUS CONHECIMENTOS



I – Escreva, nos parênteses, F para as frases nominais e O para as orações.
1. (   )Que caminho longo!
2. (   ) Socorro!
3. (   ) Responda!
4. (   ) Fale mais alto.
5. (   ) Volte logo!
6. (   ) Atenção!
7. (   ) Ele não é atencioso.
8. (   ) A união faz a força.
9. (   ) Silêncio!
10. (   ) Que dia!

II – Transforme as frases nominais em orações acrescentando um verbo.
1. Silêncio! ________________________________________
2. Atenção! ________________________________________

III – Destaque os verbos e divida os períodos em orações, classificando-os em simples ou composto.
1. Certamente que os alunos mais dedicados têm melhores notas nas provas.
________________________________________
2. Estudar exige determinação, porém traz satisfação.
________________________________________

IV – Indique, nas orações, o sujeito e o predicado como nos exemplos deste post.
1. O estudioso aluno fez toda a lição.
2. A menina chegou tarde.
3. Eu li o livro.
4. Pedro reconheceu seu amigo de infância.
5. A criança estava com fome.






GABARITO

I – 1. ( F ); 2. ( F ); 3. ( O ); 4. ( O ); 5. ( O ); 6. ( F ); 7. ( O ); 8. ( O ); 9. ( F ); 10. ( F ).

II – Veja algumas sugestões. Suas orações não precisam ser iguais a estas.
1. Faça silêncio! Preciso de  silêncio!
2. Preste atenção! Quero atenção!

III – 1. Certamente que os alunos mais dedicados têm melhores notas nas provas. (um verbo = período simples ou oração absoluta)
       2. Estudar exige determinação, porém traz satisfação. (dois verbos = período composto)

IV - 1. O estudioso aluno   /    fez toda a lição.
             Sujeito                         predicado

       2. A menina    /    chegou tarde.
             Sujeito                 predicado

       3. Eu         /        li o livro.
       Sujeito           predicado

       4. Pedro        /         reconheceu seu amigo de infância.
        Sujeito                         predicado

       5. A criança       /      estava com fome.
           Sujeito                         predicado




 VEJA TAMBÉM:






quarta-feira, 22 de abril de 2015

ENCONTRO VOCÁLICO, ENCONTRO CONSONANTAL E DÍGRAFO




ENCONTRO VOCÁLICO é o encontro de fonemas vocálicos – vogais ou semivogais -  em uma palavra. Tire suas dúvidas sobre vogais e semivogais  AQUI.

Exemplos:
caixote, cadeira, coração, loiro, Uruguai, cme .

Há três tipos de encontros vocálicos.

DITONGO: É o encontro de uma vogal e uma semivogal pronunciadas na mesma sílaba.
Exemplos:
muito      ð   mui – to
água        ð   á – gua
coração   ð  co - ra – ção
espécie   ð   es – pé - cie
mais       ð     mais

Atenção: Os ditongos podem ser classificados em:
Crescentes: quando pronunciamos primeiro a semivogal e depois a vogal (do som mais fraco para o mais forte).
História = semivogal I + vogal A

Decrescentes: quando pronunciamos primeiro a vogal e depois a semivogal (do som mais forte para o mais fraco).
Louco = vogal O + semivogal U

HIATO: É o encontro de duas vogais pronunciadas em sílabas separadas.
Exemplos:
sde    ð    sa – ú – de
triunfo   ð    tri – un – fo
poeta     ð    po – e – ta
juiz         ð     ju - iz

TRITONGO: É o encontro de uma semivogal + uma vogal + uma semivogal pronunciadas na mesma sílaba.
Exemplos:
saguão      ð   sa – guão
quaisquer ð  quais – quer
Paraguai   ð  Pa – ra – guai
uruguaiano ð u – Ru – guai – a – no


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ENCONTRO CONSONANTAL é o encontro de duas consoantes que são pronunciadas. Podem estar na mesma sílaba ou não.

Exemplos com as consoantes na mesma sílaba:
Glicose   ð  gli – co – se
Pedra     ð  pe – dra
Planta    ð  plan – ta
Graveto ð  gra – ve - to

Exemplos com as consoantes em sílabas separadas:
magma  ð  mag – ma
garfo      ð  gar – fo
pista       ð  pis – ta


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DÍGRAFO é o encontro de duas letras com um único fonema (som).
Exemplos: carroça, comprimido, chapéu, renda piscina, passo, mosquito, exceção, rainha, tampa, descer, ponta, índia,

São eles: RR – SS – CH – LH – NH – QU  - GU –                    XC – SC –
              
 Dígrafos nasais: AN – EN – IN – ON – UN – AM – EM – IM – OM - UM

ATENÇÃO:
Lembre-se que, para ser dígrafo, as duas letras precisam ser pronunciadas em um ÚNICO som. Veja os exemplos abaixo:

água – UA não é dígrafo, pois percebemos a pronúncia da letra U.
guerra – UA é dígrafo, pois não percebemos a pronúncia da letra U.
discípulo – SC é dígrafo, pois não percebemos a pronúncia da letra S.
cuscuz – SC não é dígrafo, pois percebemos a pronúncia da letra S.